Choque e arco elétrico não dão segunda chance, e a prática em instalação energizada é justamente a que não se pode improvisar. O simulador reproduz o painel, a subestação e o procedimento da sua empresa para a equipe errar a sequência onde errar não custa nada.
Em eletricidade, o treinamento prático esbarra num paradoxo: o procedimento existe justamente para que ninguém chegue perto do circuito energizado, e treinar com ele energizado seria violar o que se está ensinando. O resultado é que a sequência de bloqueio, medição e liberação quase sempre é explicada e quase nunca é executada antes do dia em que precisa dar certo.
Painéis, quadros, cabines e subestações reconstruídos com a identificação e o layout reais da empresa.
A sequência executada na ordem, com o cenário recusando o avanço quando uma etapa foi pulada.
A manobra errada produz o evento, com efeito visual e sonoro. É a única forma segura de mostrar o que está em jogo.
Teste de ausência de tensão, aterramento temporário e liberação para o trabalho, como etapas avaliadas.
Onde cada eletricista errou no procedimento — e qual passo o time inteiro está pulando.
Instalações, procedimentos de trabalho e os pontos em que a equipe mais se desvia do padrão.
Cenários e critérios definidos com o profissional habilitado responsável pelas instalações.
Ambiente, interação e avaliação construídos e validados em headset.
Aplicação presencial supervisionada, ajuste e passagem para os instrutores.
Trabalhadores que interajam em instalações elétricas energizadas ou em suas proximidades.
A portaria reestrutura a NR-10 e estabelece vacância geral de um ano a partir da publicação, com prazo adicional para um subitem específico. Entre os pontos de maior impacto: o conteúdo prático passa a ser expressamente presencial e supervisionado, considerando a realidade da organização, as características da instalação e os procedimentos de trabalho; e a validade do treinamento fica restrita à organização que o forneceu, sem revalidação ou convalidação de certificado entre empresas. O efeito prático é o enfraquecimento do certificado genérico de prateleira e o fortalecimento do treinamento construído sobre a instalação real da empresa.
A TENKA produz o simulador e o relatório de desempenho. Não somos escola de segurança do trabalho e não emitimos certificado de NR. A capacitação, a carga horária, o conteúdo programático, o instrutor e a documentação permanecem sob responsabilidade da empresa e do seu profissional habilitado e do profissional qualificado em segurança do trabalho.
Dados normativos conferidos em outubro de 2026. Confirme a redação vigente no portal do Ministério do Trabalho e Emprego.
O curso básico de segurança em instalações e serviços com eletricidade exige no mínimo 40 horas, obrigatório para quem atua em instalações elétricas energizadas ou em suas proximidades. O complementar para Sistema Elétrico de Potência (SEP) exige mais 40 horas e tem o básico como pré-requisito.
A reciclagem é bienal e também é exigida em situações específicas: troca de função ou mudança de empresa, retorno de afastamento superior a três meses, e mudança de método, processo ou organização do trabalho.
A parte teórica admite EAD nos termos do Anexo II da NR-1, mas o conteúdo prático deve ser presencial. A Portaria MTE nº 737/2026 reestruturou a norma, com vacância de um ano a partir da publicação, e reforçou a prática supervisionada considerando a realidade da organização, as características da instalação e os procedimentos de trabalho — além de restringir a validade do certificado à organização que forneceu o treinamento.
Porque a norma caminha para prática supervisionada na realidade da própria instalação, com certificado que não se transfere entre empresas. Um simulador construído sobre os painéis e procedimentos reais da sua operação atende exatamente esse recorte — coisa que um curso genérico de prateleira, por definição, não faz.